Jardins de Coral


Esta é uma carta de hoje. Uma carta que não tem tempo para ser madada, nemtem para nde ira. É um grito de dor estatelado pelas manhãs de sol que estou perdendo. Pelos cados que voam em volta de mim, debaixo dos meus pés, que se enfiam nos meus joelhos, nas minhas virilhas, não me deixando um canto sequer sem ser cortado.

Grito por ver-me obrigada a ter que te mutilar para poder ir embora. Meu grande sonho: ir embora sem seguir teus passos, oculta na sombra e no pavor. E é também o grito lamentoso da mais infeliz viúva deste mundo: a que acompanha um féretro vazio, gemendo e lamentando um homem que não foi...



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 17h18
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