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A Laje
De repente como se de repente houvesse, uma laje se descolou da mais abissal e profunda profundeza de mim mesma e desde então vem subindo, devagarzinho, flutuando como uma pena sem ser leve como uma pena, arrastando consigo velhas algas, fotos antigas, nomes de gente, caras e bocas, e sobretudo arrancando pedaços de mim por onde passa. Uma camisa usada, já sem bolso, a cadernetinha de endereços que há anos estava sumida, cachos de flores molhadas, até um laço de fita que deve ter sido rosa...E eu não sei o que será de mim quando esta laje chegar à superfície prateada do rio, remexendo na lama escura do fundo, soltando diabos, despertando cérberos. Conto com os anjos...
Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 14h58
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