Jardins de Coral


AO CONDENADO

 

                                                Foi boa a nossa vida, cavalinho meu, mas durou pouco.

                                                O tempo de um grito foi o que ela nos deu.

                                                E hoje nos separamos, pois

                                                Se apagaram teus oblhos, e a tua força também.

 

                                                A tua crina voava, tua alma galopava,

                                                E o meu bípede coração corria atrás.

                                                Dormíamos no mato ao apagar-se o dia,

                                                Ocultados da gente e esquecidos de Deus.

 

                                                 Mas de novo ressoa o chamado do vento

                                                 A nós que nunca usamos rédeas nem uma sela!

                                                 Beijo a tua mancha negra...também a branca beijo.

                                                 Cavalinho meu, por que tu me abandonas?

 

                                                 Se eu pudesse dos meus anos te daria

                                                 De guizos te cobriria, te daria sinos.

                                                 Toma esta bola azul, te dou também meu relógio

                                                  Para que fiques.

                                 

                                                  Mas partes. Ouço teus cascos descalços,

                                                  Inesquecível cavalo! Despeço-me de ti

                                                  Enquando ondeia ainda ao vento a tua crina

                                                  Que há de brilhar na guilhotina como um sol!...

                                                    

                                                     

 



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 10h17
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Estar sem Ser

   Que se cale a máquina de escrever, que baixem de vez essas inquietações que eu consiga me acalmar para poder viver. Um dia como o de hoje mata um sem cansá-lo. Mata-oassim de não fazer nada de valioso, de nada fazer. Outro dia difícil como os outros mas um dia inútil e sem outro que não seja o de ser a ponte entre ontem e amanhã. Um dia de coisa nenhuma, nada mais que tempo que passou. Creio que atravessarei este momento da vida em que a minha loucura, a minha infância, o meu mêdo a minha angústia se deparam com uma imagem que me ajuda, uma coisa maior do que eu, um ser que não sei necessariamente se sou eu. Mas não, não se trata de mim. É um ser que encompassa a minha força, a minha segurança, a minha fortaleza e a minha fé. Porisso eu consigo viver. Porque os dois lados são fortes. Porque o lado forte é forte. Porque a intensidade da fraqueza do fraco e a brecha que isso abre no flanco da gente são dados. Eu ando vestindo a casa de mim. Meus xales cobrem mesas e cadeiras. Meus colares e meus brincos enfeitam as paredes. E me agrada saber com que cantinho da casa vou me cobrir a cada dia!. E não posso deixar de refletir um segundo e lamentar não poder estar simplesmente por aí sem agonia tanta.Ser capaz de ESTAR sem SER. Quem sabe meus olhos refletiriam lanternas chinesas, tetos vermelhos, tons de alabastro como os lagos e os rio quando cai a noite e que também se aquieta o vento? Onde estará a paz para estas ondas? Quando parar este fluxo onde irei?...

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 14h23
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Linhas em Branco

   Passei linhas em branco porque há linhas em branco. As linhas que eu tento evitar. Os ôcos da solidão. o mêdo da "solidão, fim de quem ama"...E se isto e isso e mais aquilo nada mais forem  que nada, meu Mestre? Eu esta noite desconfio e temo. Temo que esteja trabalhando no vazio. Sobre um grande abismo. Os meus esforços podem ser os movimentos de um herói sem causa. Podem ser os passos de um equilibrista bêbado. Sem fio e sem platéia e sem pavio. O meu aparente equilíbrio pode nada mais ser do que o vazio, carta de um náufrago. Isto tudo pode nem ser nada...E o que será de mim, meu Mestre amado se isto tudo não fôr coisa nenhuma?...

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 21h40
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