Jardins de Coral



BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANAIRA, Mulher, de 56 a 65 anos, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo, viagens
MSN -
border=0
 
   Arquivos

 
border=0
Outros sites

 UOL
 Voando pelo céu da boca - Dira
 Pretensos Colóquios - Dora Vilela
 Celacanto - Cassandra Veras
 Ponto Ge
 Retalhos e Pensamentos - Ariane
 Loba, corpus et anima
 Anonimo Veneziano
 antropofago urbano
 Antonio Mariano
 Noites em Claro - Benno
 Maria José Limeira


Votação
Dê uma nota para meu blog



border=0
 


                                                  

 

                                                            EM CESARÉIA

          Sob os céus de Cesaréia tive orgasmos longos. Demorados e certeiro, inevitáveis, múltiplos. Depois de um uivo prolongado, aquele grito rouco espedaçado na garganta, a boca aberta, sugando avidamente o ar. Outro orgasmo me viria. E outro, e mais outro, como água corrente. Dali pra frente. A vida nunca mais será a mesma depois de um desses orgasmos. São realizações de um desejo que não se esgota nunca.Só um desejo múltiplo e infinito, insaciável em si, pode gerar orgasmos múltiplos, infinitos, insaciáveis em si. Espasmos intermitentes. Peixe fora d´água, mas ainda vivo e sem ensandecer. Meu corpo nu. Meu corpo torto, varado pela penetrante presença do prazer. Estremecendo cada vez menos, consciente e enlouquecida. Presente e fora dali, fora daqui, fora de lá. F´´ora. Estranha passante que recolhe a cabeça na ponta do pano que esconde sobretudo o rosto, os olhos, a boca, na ponta do pano escuro que nem xale chega a ser. Cobre o rosto mas descobre os ombros.



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 14h38
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






                                                  

 

                                                            EM CESARÉIA

          Sob os céus de Cesaréia tive orgasmos longos. Demorados e certeiro, inevitáveis, múltiplos. Depois de um uivo prolongado, aquele grito rouco espedaçado na garganta, a boca aberta, sugando avidamente o ar. Outro orgasmo me viria. E outro, e mais outro, como água corrente. Dali pra frente. A vida nunca mais será a mesma depois de um desses orgasmos. São realizações de um desejo que não se esgota nunca.Só um desejo múltiplo e infinito, insaciável em si, pode gerar orgasmos múltiplos, infinitos, insaciáveis em si. Espasmos intermitentes. Peixe fora d´água, mas ainda vivo e sem ensandecer. Meu corpo nu. Meu corpo torto, varado pela penetrante presença do prazer. Estremecendo cada vez menos, consciente e enlouquecida. Presente e fora dali, fora daqui, fora de lá. F´´ora. Estranha passante que recolhe a cabeça na ponta do pano que esconde sobretudo o rosto, os olhos, a boca, na ponta do pano escuro que nem xale chega a ser. Cobre o rosto mas descobre os ombros.



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 14h38
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
border=0