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Jardins de Coral | ||||||||||
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As noites eram amenas em terras de Kenamush. Os dias eram bem quentes e nada importava muito a não ser o doce cotidiano à luz do sol. Sombra, procuremos.Sombra vinha à noite junto com o escuro ou u luar mas sempre com um vento mágico, que dançava por onde conseguisse passar e eram todos cantos. As árvores riam, lá no alto, em noites assim. Mas logo após essa chegada lufada, ficava uma brisa morna, oriental, e as palmeirinhas das folhas espinhudas se meneavam e se encostavam m pouco mais olhando a lua, orientando-se pelas estrelas para quem sabe um dia voltar ao deserto? O Velho Coelho ouvindo essas histórias resmungava hmpf mexendo muito o nariz úmido e brilhante e saía correndo a esconder-se na moita mais próxima. Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 16h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A longa caminhada continuava. No fundo, todas as longas caminhadas continuam. Senão seriam curtas...Nessa, Nana adentrou as Terras de Kenamush, outro espírito das matas, que havia escolhido a ocupação de aguadeiro, de modo que andava sempre com a túnica molhada das tinas cheias que carregava para as suas terras. Ali moravam as palmeirinhas das folhas espinhudas, um casalzinho que estava sempre juntinho e feliz, balançando de um lado para o outro suas palmas cheias de espinhos. O Corujão Cego do Velho Lajedo, outro refugiado em Kenamush, meio que cuidava de tudo, mas dormia muito e arrepiava as penas ficando parecido com uma bola quando a raiva era demais. Chamavam-no de cego, mas não se tinha certeza. Ele falava demais pra quem não vê...De tudo reclamava e implicava especialmente com o Coelho dos Olhos Vermelhos. Este estava sempre resmungando, coçando o focinho com as patas, os olhos brilhando como contas de vidro, sempre a implicar com os outros, sobretudo onde houvesse amor e romantismo.
Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 14h42 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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