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No prosseguir viagem, Nana foi vendo coisas, flores, ravinas, amanheceres e, encantada, em vez de voltar seguiu. Seguiu passando inclusive por um fim de tarde em que resolveu livrar-se da sua virgindade. Aquilo já vinha com ela. Não a incomodava fisicamente, mas lhe pesava na consciência e nos amores looucos e escorregadios da mulher que é virgem. Um fim de tarde em cujo céu rosado se bordavam torres e campanários. Ali, Nana lembrou-se pungentemente de sua mãe. O pai, os irmãos, os outros que certamente a criticariam se soubessem, nem lhe ocorreram. Pensou na mãe. Como se fosse ela aquele céu de arrebol bordado de campanários e palmeiras. Como se fosse coisa de mãe a virgindade. Antes disso, é como se Nana não tivesse saído de sua terra. Ainda não houvera havido a madrugada em que ela se lavou em água do mar e foi embora.

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 11h36
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