Jardins de Coral


     O percurso era estranho sobretudo porque os demais entes se afastavam para longe deles quando os viam. Só o duendezinho que se chamava Bélém, vez por outra em assbios e flores caindo das árvores, dava indícios de que seguia Nana de perto. Se acaso ela cantava para se alegrar, um ou outro pássaro, às vezes outro cantor chagavam perto. Mas quem ali vinha, vinha por ela, pra ver de perto aquela luzinha que lhe iluminava os olhos, a pureza da sua cara, a flor que havia nela e no seu canto. Vinham, viam a luzinha que luzia no seu chacra frontal, alguns davam-lhe afagos, outros se afastavam silenciosos, tensos, desaprovando algo que haviam visto.

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 11h30
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        Mas aquela viagem era perigosa demais. Era preciso passar pelo grande emaranhado que os envolvia como uma eterna placenta que lhes protegesse a vida como eles a levavam. Essa estranha e macia couraça os protegeria até o alto da montanha que, nesses termos, haveriam de escalar. Ela, por si, nada tinha a não ser os farrapos coloridos com que se cobriria todo o tempo. Comçaram a subida por entre as nuvens baixas que se encontravam com a materialidade dura da encosta. A náusea que às vezes atravessava cruelmente a garganta de Nana se escondia sob o véu transparente e colorido da sua fantasia. A sua fantasia de menina molhada e trêmula de frio não a deixando ouvir os próprios apelos que ela mesma se fez aqui e ali e não os tendo ouvido, prosseguiu viagem.



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 13h41
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     Depois da pausa pessoal de ontem, voltemos à saga de Nana Nostalgia, que, contrariando os aconselhamentos do duende que se chamava Belém, seguiu com  o pérfido Caliban. Acompanhou-o sempre nas várias viagens, algumas enchuvaradas, outras frias mas cheias de sol, mas sempre lotadas de amor. O vinho tinto sêco, louco e sobretudo assustador que ele lhe dava de beber. E ela bebia porque não sabia que poderia não beber e assim agia como se a sua liberdade consistisse em viver corajosamente e em profundidade tudo o que houvesse diante de si. Como se a via do não-fazer ou do fazer pouco não existisse...



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 10h46
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         Onde andará aquele rapaz a quem tanto amei? As minhas mãos inúteis recaem sobre o seu peito. "Eu só quero que tragam o que ele levou, pois eu não poderei viver sem coração".



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 10h50
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