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Assim, Nana Nostalgia foi cumprindo seu dever como uma laboriosa abelha enceguecida que, sem saber direito para onde se dirigir, zumbia, zumbia dedicada, porém mais das vezes voando em círculos, por cima de alguma flor, doida na busca do mel. De dia e de noite ela estava ali, atenta e curiosa, fascinada com o próprio perigo da densa e ruidosa mata que rodeava o povoado em que estava vivendo.
Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 11h39
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Havia um outro ser poderoso ali na aldeia,um profeta em cujo dedo de bronze se tocava e que vivia polido de tantos pedidos que eram feitos, por proteção. Era passar, era tocar. Nada havia a perder. E também Nana lá esteve pela mão de Caliban. Assim como ele a arrastou e aturdiu num grande rodopio que durou três anos. Passandoloucamente em volta dela houve de tudo. Dores, galhos secos e plantas verdes, olhos matreiros, flores, manhãs geladas, sol e vertigem. As coisas tinham um ar estranho,de irrealidade e no entanto as vezes a surpreendiam com golpes rápidos que lhe abriam a pele e a alma em cortes às vezes mal visíveis porém sempre dolorosos. Mas é vertigem demais para uma me nina perceber a realidade ou para ser capaz de optar "com competência" por isto ou por aquilo. Tudo lhe parecia fado e destino e o seu trabalho humano e muilheril consistia em comover-se e comover os outros, dentro do que era o seu caminho, dentro doslimites que lha pareciam naturais. (Depois vem mais!Rssss)
Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 10h22
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Assim foi que sob a luz cintilante de umas poucas estrelas, a alma encantadiça de Nana se engalanou para a festa.
E engalanada, lavada de pouco no banheiro cimentado de um hotel de segunda categoria que Nana adentrou, leve e solene, no reino de Caliban, na bôca do leão.E justamente no velho chafariz da praça havia um leão de cujas ventas já não jorrava mais água e cuja boca estava sempre aberta, sempre alerta, a língua atenta, cheia de teias de aranha.
Amanhecia, em pedra rosada o leão parecia sorrir e ela imaginou enquanto esperava que a cidade acordasse e se abrissem as primeiras janelas, se teria ou não coragem de aventurar a mão na boca poeirenta do leão de pedra. E não teve.Quando acabou de amanhecer, comçaram a ouvir-se tamancos, rodas, fragores urbanos, num lugar onde um pouco antes do amanhecer não parecia que houvesse ninguém...(Senhoras e senhores, meus mui prezados leitores, té amanhã!)
Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 18h34
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