Jardins de Coral



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  E ali, na sua vida, no meio da mata, em meio a uma natureza estranha e muito maior do que ela, Nana Nostalgia deparou-se com o estranho que tanto marcaria o seu roteiro, que tanto haveria de atormentar seu corpo e suas vigílias e que chamara alguém que ela não era. No entanto ela se voltou ao chamado, e viu o estranho anjo. Correu a abraçá-lo como se fosse, o tronco amigo de uma árvore.Como se ali houvesse amor para protegê-la, pois a jovem Nana temia o frio no corpo. A caminhada se prometia longa e os sinais que havia, eram signos de incerteza. Assim, precisando de calor, ela ainda precisaria de luz. Nana já a tinha incipiente no coração da sua pequena alma como uma etrelinha que brilhava e brilhava. Ao abraçar-se ao anjo, ao malévolo Caliban que parecia um tronco, a ânsia de calor que lhe arrepiava a pele a ensandeceu e ela não viu que a mão que haveria de se abater sobre ela e que já ali mesmo se levantava contra si. (Continua amanhã!Rssss)

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 18h35
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E como uma pérola, Nana saiu andando devagar, respirando fundo, pois algo havia mudado e ela o sentia bem. No meio da multidão ou nas matas em que se imbricou, ela ouviu uma voz chamando alguém que não era ela, e ela voltou-se e viu.

Viu o que no primeiro círculo da estranha jornada que seria o resto da sua vida. Na origem da sua vida havia mar, olhos de peixe e canções de amor e de pena. De plenilúnio e de silêncio. No decorrer da sua vida havia havido silêncios mas não espaços vazios e ela não conhecera a cegueira das trevas.



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 21h13
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  Nana Nostalgia era uma moça bonita. A sua história deve ser contada no p-assado pois ela de certa maneira não existe mais. Uma madrugada em que Vésper gritava seu ouro no céu, ela entrou em desespero na areia do mar e sofreu muito, como se tudo dali por diante fosse ser uma longa noite que não acabaria mais. Mas amanhece todos os dias e isso é mais forte e mais importante do que todas as vigílias deste mundo. Mesmo a eterna vigília que parece iluminar os olhos das crianças órfãs. Pois ali também amanheceu e Nana Nostalgia, a assustada e friorenta Nana levantou-se de si mesma, molhada e tiritante, abraçada ao seu próprio corpo, buscando sabe Deus o que, e saiu andando. Deixou atrás de si o que restou como os pedaços indesejáveis da crisálida abandonada, ou como uma ostra que não tem mais pérola.(Amanhã tem mais)

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 19h59
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    Estou tentando trabalhar mas não consigo. Ultrapassei as dores da voigília do meu cometa, que é esta vida louca minha insone, cheia de sonhos, muita paixão e parece que agora uma certa conformidade não sei bem a que...E pra ser france tem que ser na minha própria língua pra eu poder dizer. Pois bem. Eu que já gostei de amar tanto, ontem tive diante de mim um homem bonito, interessado, barbeadésimo, e eu devagarinho o afastei de mim simplesmente porque não consegui construir um interesse por ele. Não me entendi e me assustei um pouco de que isso tenha vindo ocorrer juto agora que a minha mulhereza precisava de um toque, uma coisa assim. E eu gostava de fazer amor. As cartomantes me diziam " a tua cama é uma festa!Rsss Com a minha solidão estiveram as mais variadas formas de solidão. A alegria e o resto vinham por conta de se ser tão jovem...

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 10h48
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      Escrevo sempre com música. Sempre que posso. Porque é um sintoma grave que às vezes apresento: ficar sem ouvir música! Estou ouvindo Georges Moustaki. (Alguém aqui é "do tempo dele"?) E ser do tempo dele é ter partilhado uma sériede sonhos que às vezes vinham em verdadeiros buquês de variedades. Amor livre, uma vida como ele mesmo diz, "sem projetos e sem hábitos". Isso seria a liberdade suprema e é muito arriscado. Eu e muita gente da minha geração entramos nossa. Mas valeu. Ainda acho que valeu.Não posso dizer que tenha alcançado tamanha liberdade, mas tive bons pedaços dela. Muitas páginas da minha vida foram vividas e justificadas nas perspectivas éticas e estéticas dos anos 70.Às vezes sinto saudades mas a minha saudade há muito abriu mão do "voltar a ver, voltar a viver". Isso não existe. No máximo a música, uma velha peça de roupa que insiste em ficar com a gente, frases importantes, amanheceres, noites de lua, porque voltar não existe. O máximo é isso qu

 



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 09h59
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