Jardins de Coral



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   Agora fica por conta de Deus e do meu destino. Faltam 22 dias pra acabar meus  prazos. Estou trabalhando muito mas confesso que me compraz a esta altura cada dia que passa. Esta manhã me ocorreu que estes meus escritos são "um traço do meu caráter" se se quer, mas são o grito de um preso, a carta de um náufrago. A minha versão das coisas. De algumas coisas. Só isso. As cartas não feitas. As lágrimas contidas. Os encontros com Deus, com a natureza e com as pessoas. Os meus silêncios. Estes, quem os haverá de ouvir?E tanto faz enobrecer o meu começo de dia com Tárrega ou com música sertaneja. Os sentimentos são os mesmos...

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 16h03
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                                                    DORES DE POETA

                                 Durante a noite de ontem, a curta noite de ontem, saíram-me dois lunares. Um lunar novo na cara e um lunar novo na mão, pelo tempo que passa. Há anos, há meses, há dias, há segundos que saem assim: um lunar por cada um... (Em tempo: usei a palavra "lunar" que em português significa sinal. Gosto mais de lunar. Outra coisa. Isso deveria ser em verso mas eu não sei digitar versos ainda!!Tá mais tarde!



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 09h07
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     Há dias que não se esquece. Há tardes que não se esquece. Há momentos entre o dia e a tarde que tbém não se esquecem.Lembras? Deviam ser umas 3, o sol amarelo e frio pouco prometia lá fora. Tu de um lado da mesa grande da cozinha tomando golinhos de café bem quente. Eu do outro lado, fumando um mentolado.De repente, "caralho, vamos andar por aí?"Nem apresentados tínhamos sido. Est´´avamos apenas na mesma residencia universitária. Na cozinha que era o único lugar quente da casa. E saímos. O vento frio, tudo cinza-amarelado pois ainda havia sol, e nós entramos no parque. Só os galhos enregelados e nus  batendo lá no alto das árvores. Isso e o nosso silencio. Trocamos nomes apenas. Aquele silencio valia tudo. De repente, passos descuidados, pisando folhas, quebrando arbustos, gargalhadas. Três caçadores cada um trazendo pelo pescoço um pato morto a tiro. Passaram, e só ficou no ar o eco das risadas e só ficaram no chão, fazendo um caminhozinho, gotas do sangue dos patos.Ali, naquela tarde cismarenta, começou uma história de amor que para ser perfeita, durou pouco, deu em nada...Nem um lugar no mapa para onde eu possa olhar e sonhar.



Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 12h10
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