Jardins de Coral



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   Existe uma coisa chamada senso comum, uma forma de cohecimento poderosíssima na medida em que é o começo de tudo. Sem senso comum, outros sensos não virão. Esse senso comum cobre tudo. Da manga com leite que faz mal, dos sinais de trânsito aos sinais sutis da linguagem silenciosa, tudo isso está no senso comum. Assim sendo, também os sinais do romance que se avizinha, do desejo que vem tirando chispas do chão ao nosso encontro, assim também os sinais de enfaro, a falta de investimento, o fim do amor. O desinteresse pela plenitude do outro, o desinteresse sobre o seu prazer. Antes no caso a personalidade se protege do mundo e sobretudo do danado do outro para não se explicar, e não se explica porque se recusa a pensar. Isso do lado de lá. Do de cá, que é o começo da conversa, também o amor comunica que está indo embora. A sua própria ausência é sinal de que já foi. O que a gente tem é que ter a civilidade de poupar o outro de nós e a nós do constrangimento de ir se dando conta gota a gota. Melhor beber a taça inteira, cicuta, vinagre, o que seja. Fica mais digno do que, aos sinais abertamente reconhecíveis de lassidão e de abandono, a gente vá se desfazendo também, gota a gota. A tarde está chuvarenta e os pensamentos não raro acompanham os humores da natureza. Espero vocês.

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 12h21
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      (Ouvindo Almir Sater cantando um rasta. Tudo de bom!! Estou começando a gostar daqui. Do blog. Estou começando a entender "afinal pra que serve um blog". O que preciso é visitar mais gente pra "pagar a visita" como se dizia antigamente. Tem ummonte de coisa que mudou com o tempo, palavras muitas vezes completamente esquecidas. Eu me lembro de algumas por razões óbvias: nasci antes da segunda metade do século passado! Eita! Peguei pesado, foi não? (Rindo muito) Mas é vero. Puro vero. 1945. É ou num é? Acho um sarro isso de ter conhecido dois mundos. Eu ainda peguei muita coisa boa e muita coisa traumatizante do antigo, e igualmente estou vendo essas coisas acontecerem à moda do 3o. milênio. Isso me embruxece um pouco. Sinto-me até certo ponto privilegiada e um tiquinho poderosa por isso. Não a poderosa que pudesse remir uma realidade objetiva que não se deseje, mas a poderosa que é ela mesma o dia inteiro. A liberdade conseguida, trabalhada, amada,morta de medo...mas que vitoriou.E agorinha a viola do Sater me joga no colo das lembranças e é como se eu tivesse vivdo várias vidas já. Só nessa d´agora. Alguém já sentiu isso? A sensação de ter mudado completamente de universwo e de perspectiva várias vezes ou apenas mais de uma numa vida só? No aguardo, meu grande abraço!!

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 16h24
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    Pegando a dica da Dira, partir...Quando eu estudava francês, ainda menina, todo fim de ano vinha a redação "Partir c´est mourir un peu" (partir é morrer um pouco). Eu de tanto escrever sobre isso penso é na saudade que fica. porque a passagem da gente é indelével. Pode ser logo esquecida, nunca esquecida, mas é indelével.Um amigo meu diz uma frase "amar passa. Ter amado, isso não, não passa nunca". Quando a gente parte é porque já esteve. Eu trato assim minhas lembranças. A sensação que se tem é de que haveria mais. Certos estamos. Porisso eu me despedi do Benno com uma frase do Sater (ah, tavam pensando que eu esqueci meu ídolo?Rssss): "segue o teu caminho boiadeiro, que a boiada já foi no caminhão". Devia haver um prêmio especial pras frases do Almir Sater, Né não? Estou contente porque consegui escrever de novo.Vou continuar tentando arrumar a casa aqui pra poder mandar meus poemas. Ainda não formatei o blogue. E quando houver corais, aí vou divulgar mesmo. Mas vcs que já vêm, me aquecem o coração. Um cafezim? Bjs.

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 08h56
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