Jardins de Coral



BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANAIRA, Mulher, de 56 a 65 anos, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo, viagens
MSN -
border=0
 
   Arquivos

 
border=0
Outros sites

 UOL
 Voando pelo céu da boca - Dira
 Pretensos Colóquios - Dora Vilela
 Celacanto - Cassandra Veras
 Ponto Ge
 Retalhos e Pensamentos - Ariane
 Loba, corpus et anima
 Anonimo Veneziano
 antropofago urbano
 Antonio Mariano
 Noites em Claro - Benno
 Maria José Limeira


Votação
Dê uma nota para meu blog



border=0
 


   " Não chore ainda não, que eu tenho uma razão pra você não chorar". Que frase tão boa de ouvir. Saudade de Chico. Saudade de um tempo. Saudade de  mim. Não a saudade do querer voltar nem que em pensamento. Mas a saudade decorrente de ter vivido.A inegabilidade dos fatos. A forma já desaparecida dos lugares. Eu sou uma pessoa de lugares. Sou feita de lugares. A música que ouço vem sempre de um lugar que já vem entranhado 'a melodia, 'a voz. "Felicidade aqui há de passar e ouvir..." Alguém mais gosta tanto? É melhor alguém gostar senão caio de Almir Satter de novo!! Brincadeirinha;É só pra não deixar de falar nele!RsssTietagens...

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 17h35
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






    Meus corais!Meus corais! Ó todas as coisas que não existem mais!!O sistema exige demais da gente. Hoje vai ser um dia de sentar nas mesas, negociar, ver como estão os números e as datas, Cristo!! São dias difíceis pra mim. Teria preferido o mal do século passado, a atitude blasé, o flaneurismo, a leseira. E não essa correria já antecipando a cara das pessoas. Atendentes de banco, dentistas, são sujeitos problemáticos, né não?Putz, não sei o que vou fazer, mas registro aqui que estou indo fazer isto sozinha com muita bravura e tbém pq não há opção. Depois eu venho. Depois eu conto. Depois eu volto...

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 08h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






   Não é por acaso, nada é por acaso que vou falar sobre a saracura, ave brasileira bastante conhecida. O que poucos sabem e cada vez menos saberão, é que nas noites de lua cheia a saracura pousa nos mourões de cêrca, empina a cabeça até praticamente formar uma linha reta (até onde uma saracura consegue ficar linha reta!Rsss) e emite um longo som descendente. Meu avô chamava a saracura de mãe da lua. Dizia que a saracura tinha tido um marido chamado João que alguém ou a morte, não me lembro agora, teria tirado dela. Ea a saracura nas noites de lua cheia,mais cheia ela também de lembranças, onde ainda houver cercas, entoará sua melopéia longa e descendente: "João foi, foi, foi, num voltou mais"...

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 14h54
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






     "Ai que forno! Liga esse ar condicionado"! Pediu e baixou a vista. Ao lado do banco do carro, bem ali onde não é lugar de nada, estava um isqueiro feminino. Plástico vermelho-vinho imitando jacaré. Primeiro nem tomou conhecimento. " Ora, pra que?", mas olhou de novo. Plástico imitando jacaré com os cantos redondos, bem desenhados, em metal dourado. " Deixa isso pra lá." Dessa vez a mão desceu rápida, certeira, levantou o isqueirinho diante do nariz e clac! Só aí ele se deu conta de que ela vira o isqueirinho. Clac e nada mais. O isqueiro negou fogo. "Ah, isso acontece" e clact de novo! E nada de novo. O isqueiro continha gás, que dava pra ver, mas não acendia. Dig´aí que é desmoralizante. Clact, certa de ter por onde começar sobre a origem do isqueiro e o bendito nega fogo. Clact de novo pra manter a pose que dependeria exclusivamente da chamazinha e nada! E aí? Faz o que? O isqueiro migra de uma mão pra outra (aí tem que parar pra olhar os detalhes! Paciência!) pende mais prum lado do que pro outro  e volta lá para a espaçozinho entre as borrachas da porta de onde nunca deveria ter saído...

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 14h10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






   Oi! (É sempre bom cumprimentar quando se entra e escrever é muito entrar. A gente sai quando escreve mas entra muito também. Vamo nesse papo? Tentei continuar a descrição do dia das mães mas num deu não, bugrada. Passou e eu nem vi. Mentira! Vi! Não podia deixar de ver com tal força e com capricho a sociedade se ocupa das suas datas. Vixe!Mas deixa a socióloga tirar um soninho e vamos falar de outra coisa. Tou ouvindo Almir Satter (quem zonar eu fico puta!Rssss). " Nestes versos tão singelos, minha bela, meu amor"...Isso com uma melodia ingênua que só quer soar. E sejam sons. É só o que eu tou aguentando ouvir. Outras coisas eu até tento, estendo o dedo pra puxar o CD e o dedo volta sozinho. Medo do que algo ali possa se ressentir. Como se eu estivesse ferida em vários lugares e ficasse protegendo cada um da sua dor. E a música simples, a do Satter pelo menos me dá a sensação de que há uma vida linda, naturalmente natural, normal,que só quer o tempo que seja seu, e que a gente pode curtir esse lado da vida. É um cantinho meio escondido onde o amor pode até passar por longe, onde o sono falta e entorpece (a grande tortura do "não conseguir dormir"), mas a gente  sente assim mesmo que pelo menos está tendo o privilégio de estar onde está. O John Denver (eita! Já tou falando noutro músico a quem eu poderia ouvir sem susto. John Denver não assusta ninguém. E ele diz: É muito bom ter a chance de estar por aqui agora..."

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 12h06
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






  Almir Satter no pedaço, é claro, e a saudade que a música dele me inspira. Nostalgia mais. Dia das Mães. Já tou pronta. Tentei não me uniformizar. Consegui tirar as marcas da noite anterior que não foi boa. A família faz vc pedir presente. Ah, faz sim. Se não como é que a família vai pintar e bordar sem homenagear uns aos outros? Vamos reconhecer que tem sua função. E por falar em função e em hora certa, está na hora de " descer" para o almoço. Depois eu volto. Depois eu conto. 

Escrito por Simone/Elf/Rosa do Texas às 11h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
border=0